Video games – Lana del Rey

Swinging in the backyard
Pull up in your fast car
Whistling my name

Open up a beer
And you take it over here
And play a video game

I’m in his favorite sun dress
Watching me get undressed
Take that body downtown

I say you the bestest
Lean in for a big kiss
Put his favorite perfume on

Go play a video game

It’s you, it’s you, it’s all for you
Everything I do
I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you
Tell me all the things you want to do
I heard that you like the bad girls
Honey, is that true?
It’s better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody is loving you
Baby now you do

Singing in the old bars
Swinging with the old stars
Living for the fame

Kissing in the blue dark
Playing pool and wild darts
Video games

He holds me in his big arms
Drunk and I am seeing stars
This is all I think of

Watching all our friends fall
In and out of Old Paul’s
This is my idea of fun
Playing video games

It’s you, it’s you, it’s all for you
Everything I do
I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you
Tell me all the things you want to do
I heard that you like the bad girls
Honey, is that true?
It’s better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody is loving you
Baby now you do

(Now you do)

It’s you, it’s you, it’s all for you
Everything I do
I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you
Tell me all the things you want to do
I heard that you like the bad girls
Honey, is that true?
It’s better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody is loving you
Baby now you do

(now you do, now you do)
now you do
(now you do, now you do, now you do)

Requiem for the american dream – Noam Chomsky

DEZ PRINCÍPIOS DA CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA E PODER

  1. Reduzir a Democracia
  2. Moldar a ideologia
  3. Redesenhar a economia
  4. Deslocar o fardo de sustentar a sociedade para os pobres e classe média
  5. Atacar a solidariedade
  6. Controlar os reguladores
  7. Controlar as eleições
  8. Manter a ralé na linha
  9. Fabricar consensos e criar consumidores
  10. Marginalizar a população

Nessun grado di separazione – Francesca Michielin

Nessun Grado di Separazione

È la prima volta che mi capita
Prima mi chiudevo in una scatola
Sempre un po’ distante dalle cose della vita
Perché così profondamente non l’avevo mai sentita
E poi ho sentito un’emozione accendersi veloce
E farsi strada nel mio petto senza spegnere la voce
E non sentire più tensione solo vita dentro di me
Nessun grado di separazione
Nessun tipo di esitazione
Non c’è più nessuna divisione
Fra di noi
Siamo una sola direzione in questo universo
Che si muove
Non c’è nessun grado di separazione
Davo meno spazio al cuore e più alla mente
Sempre un passo indietro
E l’anima in allerta
E guardavo il mondo da una porta
Mai completamente aperta
E non da vicino
E no, non c’è alcuna esitazione
Finalmente dentro di me

There is no degree of separation
There is no degree of hesitation
There is no degree of space between us
live in love
We are stars aligned together
dancing through the sky, we are shining

Nessun grado di separazione
Nessun grado di separazione
in questo universo che si muove
E poi ho sentito un’emozione accendersi veloce
E farsi strada nel mio petto senza spegnere la voce

Sr. Ninguém – Jaco Van Dormael

Sr. Ninguém (Mr. Nobody) é sobre as escolhas que fazemos durante nossa vida e como elas determinam o que somos. No filme, Nemo se encontra em algum lugar no futuro, um tempo em que as pessoas se tornaram imortais e ele é o último ser humano mortal ainda vivo. As pessoas tentam descobrir quem ele foi quando jovem, mas ele próprio não enxerga na própria vida o sentido que os outros buscam nela, e, apesar de guardar memórias do passado, não sabe dizer quem na verdade é.”

“Nemo condicionou suas escolhas à crença de que elas eram capazes de impedir coisas que ele imaginava que poderiam vir a acontecer. Por conta disso, só lhe sobrava um único caminho a seguir e isso sequer podia ser chamado de escolha, pois na maior parte das situações ele sequer fazia uma opção, por acreditar que “enquanto não se escolhe tudo permanece possível”.

“Já na velhice, ele não consegue descobrir quem na verdade é, simplesmente porque durante toda a sua vida ele não foi corajoso o suficiente para tomar decisões que o ajudassem a descobrir sua verdadeira identidade.” Texto extraído de Sublime irrealidade (aqui um pouco modificado)

Novelas nada exemplares – Dalton Trevisan

A mãe arrastou os chinelos, eis o odor que, por um instante, abafou os demais — queimava incenso. Mais fácil morrer do que se livrar do cadáver. O enterro só na manhã seguinte, a catinga difundia-se furtivamente pela casa, impregnava as cortinas, entranhava-se nas unhas de Ivete. O visitante batera em vão na calça, forçoso mandá-la ao tintureiro.

Não se conformava o morto em deixar a casa: no cinzeiro a cinza do cigarro, o paletó retinha o suor do corpo. Como esconder o chapéu ali no cabide, seu chapéu de aba dobrada pelas mãos agora amarelas e cruzadas no peito? Diante da janela, se a menina erguesse a cabeça, enxergaria o pijama no arame —- o seu pijama listado, com manchas que rio nenhum poderia lavar. No espelho — se fosse olhar — daria com o seu rosto lívido.

Ao lado do ataúde, Ivete esfregou a boca nas costas da mão — longa seria a espera, fácil não era? livrar-se do morto. Acendeu um cigarro, olhou através da fumaça o velho de lenço amarrado ao queixo — o lenço para que não espumasse. Olho mal fechado, espreitava-a por entre os longos cílios? Não, a pálpebra desta vez não latejava. Ivete engolia a fumaça, tonta de prazer — estava bem morto. A mãe na cozinha preparava o café para o velório.
A menina debruçou-se e examinou a pálpebra, o bigode, a boca. Ergueu-lhe a manga e, afastadas as contas negras do rosário, encostou o cigarro na mão do pai, queimando-a bem devagar.

Dalton Trevisan (Dalton Jérson Trevisan, Curitiba, 14 de junho de 1925), contista, célebre por sua natureza reservada, publicou “Novelas nada exemplares” (que contém o conto o “Morto na sala” citado acima) em 1959.

Como tornar as nossas ideias claras – Charles S. Peirce

“(…)  a ação do pensamento é excitada pela irritação da dúvida, e que cessa quando se atinge a crença; de modo que a produção da crença é a única função do pensamento”.(…) “O pensamento em ação tem como seu único motivo chegar ao descanso do pensamento; e tudo o que não se reportar à crença não faz parte do próprio pensamento.”

“A essência da crença é a criação de um hábito; e diferentes crenças distinguem-se pelos diferentes modos de ação a que dão origem.” (…) “Aquilo que o hábito é depende do quando e do como ele nos leva a agir. No que toca ao quando, qualquer estímulo para a ação provém da percepção; no que toca ao como, todo o objectivo da ação é o de produzir um resultado sensível.”

“(…) é impossível que tenhamos uma ideia nas nossas mentes que não se relacione com os concebíveis efeitos sensíveis das coisas”. (…)”Parece, pois, que a regra para atingir o terceiro grau da clareza de apreensão é a seguinte: considera quais os efeitos, que podem ter certos comportamentos práticos, que concebemos que o objeto da nossa concepção tem. A nossa concepção dos seus efeitos constitui o conjunto da nossa concepção do objeto.”

Charles Sanders Peirce (Cambridge, 10 de setembro de 1839 — Milford 19 de abril de 1914), filósofo, pedagogo, cientista e matemático americano, escreveu “Como tornar as nossas ideias claras” em 1878.

E aí, meu irmão, cadê você? – Joel e Ethan Coen

“‘E aí, meu irmão, cadê você’ (Oh Brother, Where Art Thou, EUA, 2000) narra Ulysses, um almofadinha que foge da cadeia com dois colegas a quem está acorrentado, tentando cruzar o país para encontrar e desenterrar um tesouro cuja localização Ulysses garante saber. A fuga é repleta de encontros impagáveis: um blueman negro que vendeu a alma ao Diabo para tocar violão melhor ; um gângster violento; um caixeiro viajante caolho, etc, etc.”

“Trata-se de uma viagem divertida ao centro da alma do trovador norte-americano retratada com perfeição até mesmo no ritmo lânguido e indolente da direção. O filme, todo criado em tons marrons e verdes, foi digitalizado e teve o excesso de cores removido digitalmente, de forma a ganhar as tonalidades de uma plantação de milho.” Texto em Cinereporter . Elenco: George Clooney, John Turturro, Tim Blake Nelson, Charles Durning, John Goodman, Michael Badalucco, Holly Hunter, Chris Thomas King, Wayne Duvall, Daniel von Bargen, Stephen Root.

Piano in Taksim Square – Davide Martello

Davide Martello (01 de novembro de 1981, Lörrach) é um pianista alemão de raízes sicilianas que trabalha como músico de rua, carregando seu piano (construído por ele próprio) com uma bicicleta. Em 2014 ele já havia se apresentado em 32 países. Em dezembro de 2012 fez um concerto em um acampamento do exército alemão no Afeganistão. Em junho de 2013 apresentou-se durante os protestos na Turquia, na praça Taksim, em Istambul. Em Donetsk foi tido como o “anjo da paz ao piano”.

Os homens que encaravam cabras – Grant Heslov

“Já no início de “Os homens que encaravam cabras”, os créditos avisam que “você ficaria surpreso com a quantidade de coisas neste filme que são verídicas”. Uma delas é achar – veja só – que os Estados Unidos têm a vocação moral, quase transcendental, quase divina, de salvar o mundo. O personagem de Bridges, Bill Django, volta do Vietnã crente de que seja possível fazer a paz não com tiros, mas com amor. De sua utopia hippie nasce o Exército da Nova Terra, divisão do exército dos EUA que emprega poderes psíquicos em combate. São homens de bigodes bem aparados que, dizem, podem até matar uma cabra com o olhar.”

“As melhores cenas estão nos flashbacks, rindo não só de um episódio específico da jornada belicista dos EUA mas de toda a construção do mito de seu poderio. Em Kubrick o alvo do escracho é a guerra enquanto conceito. O alvo de Heslov e Clooney é a Guerra do Iraque.” Texto extraído de Omelete. Elenco: George Clooney, Jeff Bridges, Kevin Spacey