A longa caminhada – Nicolas Roeg

Walkabout (A longa caminhada) inicia com essas palavras: ‘Na Austrália, quando um aborígene completa 16 anos, ele é obrigado a vagar pela terra. Durante meses deve viver dela. Dormir sobre ela. Comer de seus frutos e de sua carne. Sobreviver, ainda que para isso tenha que matar outras criaturas. Os aborígenes chamam isso de Walkabout. Esta é a história de um Walkabout.’”

“Dois mundos se cruzam: o civilizado e o estado de natureza, em um ambiente sem dono. Quando as convenções são minimizadas para dar lugar à necessidade de sobreviver, os seres humanos se assemelham – mas os preconceitos enraizados no nosso subconsciente continuam lá.” Texto, aqui modificado, em ‘Análise indiscreta’. Elenco: Jenny Agutter, David Gulpilil, Luc Roeg

O ladrão de cadáveres – Wallace Fox

“Bela Lugosi, uma década depois do sucesso estrondoso de Drácula (1931), assinou um longo contrato com o estúdio Monogram, onde realizou uma série de pequenos clássicos de horror de baixo orçamento. The Corpse Vanishes (O ladrão de cadáveres, 1942) foi seu quarto filme para o estúdio”.

O ladrão de cadáveres

“Contracena com o anão Angelo Rossito, formando uma dupla sinistra, sempre a espreita das noivas, a bordo do carro funerário. Um cult movie de horror na melhor tradição das exageradas produções do período.” Texto encontrado em ‘Space Monster’. Elenco: Bela Lugosi, Luana Walters, Tristram Coffin. Em domínio público.

O ladrão de cadáveres

O jogo da amarelinha – Júlio Cortázar

Esta realidade não é nenhuma garantia nem para você nem para ninguém, a não ser que a transforme em conceito, e depois em convenção, em esquema útil. O simples fato de você estar à minha esquerda e eu à sua direita já faz da realidade pelo menos duas realidades; e note que não quero ir ao fundo e lembrar que você e eu somos dois entes absolutamente sem comunicação entre si, a não ser por meio dos sentidos e da palavra, coisas de que devemos desconfiar se formos gente séria.

Julio Cortázar

“Captar nossa vida; e também a dos outros; pois o estilo para o escritor como para o pintor é um problema não de técnica, mas de visão. (…). Só pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que vê outrem de seu universo que não é o nosso, cujas paisagens nos seriam tão estranhas como as porventura existentes na Lua” .

Julio Cortázar

Julio Cortazar (Julio Florencio Cortázar, Embaixada da Argentina em Ixelles, 26 de agosto de 1914 – Paris, 12 de fevereiro de 1984), escritor argentino, escreveu ‘O jogo da amarelinha’ (Rayuela) em 1963.

Il ragazzo della Via Gluck – Adriano Celentano

Adriano Celentano (Milão, 1938 ), cantor, dançarino, ator, diretor, produtor de discos e editor italiano. Nasceu em MIlão, na via Gluck, 14.


Questa è la storia
di uno di noi,
anche lui nato per caso in via Gluck,
in una casa, fuori città,
gente tranquilla, che lavorava.
Là dove c’era l’erba ora c’è
una città,
e quella casa
in mezzo al verde ormai,
dove sarà?


Questo ragazzo della via Gluck,
si divertiva a giocare con me,
ma un giorno disse,
vado in città,
e lo diceva mentre piangeva,
io gli domando amico,
non sei contento?
Vai finalmente a stare in città.
Là troverai le cose che non hai avuto qui,
potrai lavarti in casa senza andar
giù nel cortile!

Mio caro amico, disse,
qui sono nato,
in questa strada
ora lascio il mio cuore.
Ma come fai a non capire,
è una fortuna, per voi che restate
a piedi nudi a giocare nei prati,
mentre là in centro respiro il cemento.
Ma verrà un giorno che ritornerò
ancora qui
e sentirò l’amico treno
che fischia così,
“wa wa”!

Passano gli anni,
ma otto son lunghi,
però quel ragazzo ne ha fatta di strada,
ma non si scorda la sua prima casa,
ora coi soldi lui può comperarla
torna e non trova gli amici che aveva,
solo case su case,
catrame e cemento.

Là dove c’era l’erba ora c’è
una città,
e quella casa in mezzo al verde ormai
dove sarà.

Ehi, Ehi,

La la la… la la la la la…

Eh no,
non so, non so perché,
perché continuano
a costruire, le case
e non lasciano l’erba
non lasciano l’erba
non lasciano l’erba
non lasciano l’erba

Eh no,
se andiamo avanti così, chissà
come si farà,
chissà…

Factotum – Sem destino – Bent Hamer

‎Factotum‬ (2005) apresenta o alter ego de Charles Bukowski (1920-1994), Henry Chinaski, na primeira fase de sua vida. Após alguns anos na faculdade de jornalismo ele resolve ser um escritor. Envia semanalmente contos e histórias para a Black Sparrow Press (editores na vida real de Bukowski), mas nunca recebe resposta da editora. Ocasionalmente fica desesperançoso, mas basta ler outros autores para se sentir encorajado e continuar tentando.”

Factotum

“Chinaski é um anti-herói que muda de emprego e mulher na mesma velocidade que entorna uma garrafa de uísque. Toda vez é despedido porque abandona o serviço para encher a cara no bar da esquina. Foi entregador de gelo, motorista de táxi, funcionário de uma fábrica de pepino, mecânico de uma loja de bicicletas e até limpador de estátuas. Jan é a sua mulher dos sonhos, a companheira perfeita”. Texto de O texto acima está em ‘Omelete’. Elenco: Matt Dillon, Lili Taylor, Marisa Tomei.

Factotum

O reino deste mundo – Alejo Carpentier

Enquanto esperava seu amo na barbearia, Ti Noel olhava as cabeças de bezerro e imaginava a cabeça dos brancos servida ao lado, na mesma bandeja. Em sua imaginação, comparava o rei branco com o rei negro, pois o rei negro é que era um rei de verdade, capaz de ir às batalhas, sua virilidade capaz de fecundar as mulheres dando origem à verdadeiros príncipes. Mackandal, o mandinga que contava histórias de heróis africanos, de reis, falava sempre em São Domingos: local livre, onde os negros é quem iam mandar.

Os revoltosos haviam partido em direção ao Cabo. Por todos os lados viam-se fumaças, exaladas pelos incêndio provocado pelos escravos, atingirem as nuvens. Nada que tivesse vida escapou da fúria negra: plantações, pessoas e animais. O cheiro de carne queimada dos animais, a cena de horror dos corpos dilacerados.

Alejo Carpentier (Havana, 26 de dezembro de 1904 — Paris, 24 de abril de 1980) escreveu ‘O reino deste mundo’ em 1949.

Crônica de um amor louco – Marco Ferreri

“Charles Serking é um poeta rebelde e alcoólico que vive no submundo de Los Angeles, no meio de prostitutas e marginais. Em uma de suas maratonas pelos bares conhece a linda Cass, com quem inicia um tórrido e trágico romance”.

‘Crônica de um amor louco’ é um dos mais elogiados filmes cult dos anos 80. lnspira-se na vida e obra do poeta underground Charles Bukowski. Marco Ferreri criou um filme repleto de erotismo e lirismo.” O texto, aqui modificado, está em https://www.youtube.com/watch?v=vXLXzOrguaY. Elenco: Ben Gazzara, Ornella Muti, Susan Tyrrell.

O marinheiro que perdeu as graças do mar – Yukio Mishima

Com o tempo, porém, ele se foi tornando indiferente à atração de terras exóticas. Viu-se naquela estranha situação enfrentada por todos os marinheiros: essencialmente, não pertencia à terra, nem ao mar. Um homem que odeia a terra deveria morar sempre na praia. A alienação e as prolongadas viagens marítimas o obrigariam a sonhar outra vez com a terra, atormentando-o com o absurdo de desejar alguma coisa que detesta

Yukio Mishima (Tóquio, 14 de janeiro de 1925 — Tóquio, 25 de novembro de 1970) escreveu ‘O marinheiro que perdeu as graças do mar’ em 1963.

Ton héritage – Benjamin Biolay

Benjamin Biolay (Villefranche-sur-Saône, 1973) cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor francês.

Benjamin Biolay


Si tu aimes les soirs de pluie
Mon enfant, mon enfant
Les ruelles de l’Italie
Et les pas des passants
L’éternelle litanie
Des feuilles mortes dans le vent
Qui poussent un dernier cri
Crie, mon enfant

Si tu aimes les éclaircies
Mon enfant, mon enfant
Prendre un bain de minuit
Dans le grand océan
Si tu aimes la mauvaise vie
Ton reflet dans l’étang
Si tu veux tes amis
Près de toi, tout le temps

Si tu pries quand la nuit tombe
Mon enfant, mon enfant
Si tu ne fleuris pas les tombes
Mais chéris les absents
Si tu as peur de la bombe
Et du ciel trop grand
Si tu parles à ton ombre
De temps en temps

Si tu aimes la marée basse
Mon enfant, mon enfant
Le soleil sur la terrasse
Et la lune sous le vent
Si l’on perd souvent ta trace
Dès qu’arrive le printemps
Si la vie te dépasse
Passe, mon enfant

{Refrain:}
Ça n’est pas ta faute
C’est ton héritage
Et ce sera pire encore
Quand tu auras mon âge
Ça n’est pas ta faute
C’est ta chair, ton sang
Il va falloir faire avec
Ou, plutôt sans

Si tu oublies les prénoms
Les adresses et les âges
Mais presque jamais le son
D’une voix, un visage
Si tu aimes ce qui est bon
Si tu vois des mirages
Si tu préfères Paris
Quand vient l’orage

Si tu aimes les goûts amers
Et les hivers tout blancs
Si tu aimes les derniers verres
Et les mystères troublants
Si tu aimes sentir la terre
Et jaillir le volcan
Si tu as peur du vide
Vide, mon enfant

{au Refrain}

Si tu aimes partir avant
Mon enfant, mon enfant
Avant que l’autre s’éveille
Avant qu’il te laisse en plan
Si tu as peur du sommeil
Et que passe le temps
Si tu aimes l’automne vermeil
Merveille, rouge sang

Si tu as peur de la foule
Mais supportes les gens
Si tes idéaux s’écroulent
Le soir de tes vingt ans
Et si tout se déroule
Jamais comme dans tes plans
Si tu n’es qu’une pierre qui roule
Roule, mon enfant

{au Refrain}

Mon enfant

O ataque dos tomates assassinos – John de Bello

“Em ‘O ataque dos tomates assassinos’ (Attack of the killer tomatoes!, 1978, John de Bello) tudo começa quando um tomate agride uma dona de casa. A policia fica intrigada ao descobrir que, o que parecia sangue é suco de tomate.”

O ataque dos tomates assassinos

“Os ataques aumentam e entra em cena o governo. Por um lado tenta encobrir o fato de que os tomates são o resultado de experiências genéticas e, por outro, forma uma equipe muito estranha de militares que irá enfrentar os tomates em combate.” Texto na Wikipedia. Elenco:David Miller, George Wilson, Sharon Taylor

O ataque dos tomates assassinos

O ataque dos tomates assassinos