O ataque dos tomates assassinos – John de Bello

“Em ‘O ataque dos tomates assassinos’ (Attack of the killer tomatoes!, 1978, John de Bello) tudo começa quando um tomate agride uma dona de casa. A policia fica intrigada ao descobrir que, o que parecia sangue é suco de tomate.”

O ataque dos tomates assassinos

“Os ataques aumentam e entra em cena o governo. Por um lado tenta encobrir o fato de que os tomates são o resultado de experiências genéticas e, por outro, forma uma equipe muito estranha de militares que irá enfrentar os tomates em combate.” Texto na Wikipedia. Elenco:David Miller, George Wilson, Sharon Taylor

O ataque dos tomates assassinos

O ataque dos tomates assassinos

Il tuo mundo – Claudio Villa

Claudio Villa (Claudio Pica, Roma, 1º de Janeiro de 1926 — Pádua, 7 de Fevereiro de 1987),  um dos mais célebres e influentes cantores italianos do século XX. 

Claudio Villa


Tu mi racconti di te,
di un mondo che fù,
di un vecchio mondo che ormai non può ritornare,
eppure mi è rimasto nel cuore
l’ amore che tu avevi per me.


Vorrei tornare indietro per un momento,
ma il tempo non si ferma, corre lontano,
io stringo forte a me la piccola mano
che un giorno mi accarezzava
e da quel giorno i miei ricordi li dedico a te.

Ero un bambino ma tu
mi insegnavi a capire
tutte le cose che tu sapevi da sempre.
L’amore, l’amicizia e il dolore,
ricordo, le ho imparate da te.

Vorrei tornare indietro per un momento,
ma il tempo non si ferma, corre lontano,
io stringo forte a me la piccola mano
che un giorno mi accarezzava
e da quel giorno i miei ricordi li dedico a te.

Vorrei tornare indietro per un momento,
ma il tempo non si ferma, corre lontano,
io stringo forte a me la piccola mano
che un giorno mi accarezzava
e da quel giorno i miei ricordi li dedico a te

Cartas na rua – Charles Bukowski

Tudo começou como um erro. Era época de Natal e ouvi do bêbado lá da colina, que aplicava esse truque todo Natal, que eles contratariam qualquer desgraçado, então eu fui, e a próxima coisa que me lembro é de estar com essa sacola de couro sobre meus ombros, vagando à toa por aí. Que emprego, pensei. Moleza! Eles davam a você apenas um ou dois pacotes de cartas e se você desse um jeito de se livrar deles, o carteiro regular lhe daria outro pacote para carregar, ou talvez você voltasse lá para dentro e o panaca da seção lhe desse outro, mas, na maior parte das vezes, bastava fazer uma média, seguir no seu ritmo, ir empurrando os tais cartões de Natal pelos buracos das caixas de correspondência.

Bukowski

Após o juramento, o cara nos disse:
— Muito bem, agora vocês têm um bom emprego. Não se metam em confusão e terão segurança para o resto de suas vidas.
Segurança? Isso é algo que você pode conseguir na cadeia. Três metros quadrados, nada de aluguel a pagar, nenhum bem de  consumo, imposto de renda, criança para sustentar. Nenhuma taxa de licenciamento de carro. Nenhuma multa. Nenhuma detenção por dirigir bêbado. Nenhuma perda nas corridas de cavalo. Assistência médica gratuita. Camaradagem com aquelas pessoas com os mesmos interesses. Igreja. Enterro grátis.

Henry Charles Bukowski Jr (nascido Heinrich Karl Bukowski; Andernach, 16 de agosto de 1920 — Los Angeles, 9 de março de 1994) poeta, contista e romancista estadunidense nascido na Alemanha.

Cartas na rua - Bukowski

Bukowski

 

La liste – Rose

Rose (Keren Meloul), cantora francesa, nascida na cidade de Nice em 1978.

Rose


Aller à un concert
Repeindre ma chambre en vert
Boire de la vodka
Aller chez Ikea
Mettre un décolleté
Louer un meublé
Et puis tout massacrer
Pleurer pour un rien
Acheter un chien
Faire semblant d’avoir mal
Et mettre les voiles
Fumer beaucoup trop
Prendre le métro
Et te prendre en photo
Jeter tout par les fenêtres
T’aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu’à ça
Est ce que ça te dé-çoit ?
J’ai rien trouver de mieux à faire
et ça peut paraître bien ordinaire
et c’est la liste des choses que je veux faire avec toi
Te faire mourir de rire
Aspirer tes soupirs
M’enfermer tout le jour
Ecrire des mots d’amour
Boire mon café noir
Me lever en retard
Pleurer sur un trottoir
Me serrer sur ton coeur
Pardonner tes erreurs
Jouer de la guitare
Danser sur un comptoir
Remplir un caddie
Avoir une petite fille
Et passer mon permis
Jeter tout par les fenêtres
T’aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu’à ça
Est ce que ça te dé-çoit ?
J’ai rien trouver de mieux à faire
Et ça peut paraitre bien ordinaire
Et c’est la liste des choses que je veux faire avec toi
ha ha
ha ya
ha ya
ha ha
Je sais je suis trop naïve
De dresser la liste non exhaustive
De toutes ces choses que je voudrais faire avec toi
T’embrasser partout
S’aimer quand on est saouls
Regarder les infos
Et fumer toujours trop
Eveiller tes soupçons
Te demander pardon
Et te traiter de con
Avoir un peu de spleen
Ecouter Janis Joplin
Te regarder dormir
Me regarder guérir
Faire du vélo à deux
Se dire qu’on est heureux
Emmerder les envieux.

À sombra das maiorias silenciosas – Jean Baudrillard

“(…) as massas resistem escandalosamente a esse imperativo da  comunicação racional. O que se lhes dá é sentido e elas querem espetáculo. Nenhuma força pôde convertê-las à seriedade dos conteúdos, nem mesmo à seriedade do código. O que se lhes dá são mensagens, elas querem apenas signos, elas idolatram o jogo de signos e de estereótipos, idolatram todos os conteúdos desde que eles se transformem numa seqüência espetacular”

Jean Baudrillard

“Todos os grandes esquemas da razão sofreram o mesmo destino. Eles só descreveram sua trajetória, só seguiram o curso de sua história no diminuto topo da camada social detentora do sentido (e em particular do sentido social), mas no essencial somente penetraram nas massas ao preço de um desvio, de uma distorção radical. Assim foi com a razão histórica, a razão política, a razão cultural e a razão revolucionária – assim foi com a própria razão do social, a mais interessante pois é a que parece inerente às massas, e por tê-las produzido no curso de sua evolução. As massas são o “espelho do social”? Não, elas não refletem o social, nem se refletem no social – é o espelho do social que nelas se despedaça.”

Jean Baudrillard (Reims, 27 de julho de 1929 — Paris, 6 de março de 2007), filósofo.

Jean Baudrillard