Os homens que encaravam cabras – Grant Heslov

“Já no início de “Os homens que encaravam cabras”, os créditos avisam que “você ficaria surpreso com a quantidade de coisas neste filme que são verídicas”. Uma delas é achar – veja só – que os Estados Unidos têm a vocação moral, quase transcendental, quase divina, de salvar o mundo. O personagem de Bridges, Bill Django, volta do Vietnã crente de que seja possível fazer a paz não com tiros, mas com amor. De sua utopia hippie nasce o Exército da Nova Terra, divisão do exército dos EUA que emprega poderes psíquicos em combate. São homens de bigodes bem aparados que, dizem, podem até matar uma cabra com o olhar.”

“As melhores cenas estão nos flashbacks, rindo não só de um episódio específico da jornada belicista dos EUA mas de toda a construção do mito de seu poderio. Em Kubrick o alvo do escracho é a guerra enquanto conceito. O alvo de Heslov e Clooney é a Guerra do Iraque.” Texto extraído de Omelete. Elenco: George Clooney, Jeff Bridges, Kevin Spacey